
Um bancário da Caixa Econômica Federal em Sobradinho, a 30 km de Brasília, salvou uma mulher vítima de cárcere privado, resgatada no começo do mês. A vítima, uma mulher de 27 anos, que estava sendo mantida em cárcere privado pelo companheiro e conseguiu ajuda ao entrar na agência para receber o benefício do Bolsa Família.
A mulher escreveu em um pedaço de papel o pedido de ajuda e informou o bancário que seu agressor estava do lado de fora da agência. A vítima desenhou um X — símbolo de pedido de socorro da campanha de combate à violência doméstica. Também anotou no verso do papel o endereço onde estava sendo mantida presa. O bancário acionou a Polícia Militar, que foi ao local indicado e resgatou a vítima e os dois filhos, uma menina de três anos e um bebê de aproximadamente um ano. O trio foi levado a um abrigo. Na hora do resgate, o agressor não estava no local e foi considerado foragido.
“Foi muito importante o fato desse apoio ter ocorrido em uma agência bancária. Não foi por acaso que negociamos com os bancos a criação de um programa de combate à violência doméstica. Além de canais de apoio às vítimas que os bancos estão implementando, também acordamos ações como treinamento dos funcionários sobre procedimentos em casos de violência doméstica. Há na categoria uma consciência crescente sobre o problema. Isso só mostra que temos que aprofundar esse debate e criar novas ferramentas de apoio às bancárias”, declarou a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Elaine Cutis.
No mês da Mulher, a Contraf-CUT vai realizar uma mesa de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na qual vai discutir o detalhamento da implementação do programa de combate à violência nos bancos.

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