
Liberdade, vida, segurança e dignidade. Estes são os direitos que formam a base da Declaração Universal dos Direitos Humanos, apresentada e proclamada durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas no dia 10 de dezembro de 1948. Dois anos depois, o dia 10 de dezembro foi oficializado como o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Em seus 30 artigos, a Declaração dos Direitos Humanos garante direitos básicos para todas as pessoas, como educação, saúde, moradia e alimentação adequadas, cultura, informação, respeito, não-discriminação e liberdade.
“A declaração dos direitos humanos foi criada em um contexto de pós-guerra mundial, com a Europa arrasada após os conflitos. As pessoas não tinham as mínimas condições de sobrevivência. A ideia foi a de se fazer tudo que fosse possível para que nunca mais ninguém no mundo precisasse passar por aquela situação”, explicou a secretária de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rosalina Amorim. “Ou seja, quando falamos em direitos humanos, nos referimos aos mais diversos direitos que todos os seres humanos têm. É algo que vai muito além da questão da violência física ou policial”, completou.
Para Rosalina, fazer atividades na data é uma forma de lembrar que todos temos estes direitos que, na maioria dos países, são negados à população. “E na atual conjuntura de nosso país, torna-se fundamental o esclarecimento e o debate sobre o tema para que todos percebam que, dia após dia, têm seus direitos violados pelo próprio Estado, comandado por um Presidente da República que dissemina desinformação, prega o preconceito, o ódio e a violência”, afirmou a secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.
A data também marca o encerramento dos 21 Dias de Ativismo, que faz parte da agenda mundial de combate da violência às mulheres.
“Esta é uma pauta que está presente no dia a dia da categoria, inclusive nas negociações com os bancos. Mas, ainda há muito a avançar. Por isso, cobramos que todos os bancos aprimorem suas políticas de prevenção, combate e de acolhimento, como os canais de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica previstos em nossa convenção coletiva de trabalho e também para que este problema seja enfrentado por toda a sociedade e se dê um basta à violência contra as mulheres”, disse a secretária de Mulheres da Contraf-CUT, Elaine Cutis. “Também neste sentido a Contraf-CUT está implementando em todo o Brasil o Projeto Basta, que capacita entidades sindicais a prestar assistência jurídica gratuita a mulheres em situação de violência”, completou.
Veja abaixo o vídeo sobre o projeto Basta!

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