
Segundo nota publicada pelo portal de notícias Metrópoles, a empresa de auditoria independente contratada pela Caixa Econômica Federal, a PricewaterhouseCoopers, solicitou informações ao banco sobre a afirmação feita pelo seu presidente, Pedro Guimarães, de que a Caixa teve prejuízo de R$ 46 bilhões.
“Se a auditoria contratada pela própria Caixa teve que pedir explicações sobre o alegado prejuízo, é porque ela não encontrou algo que sustente as afirmações. E, mais uma vez, vemos que o presidente da Caixa usa a instituição para satisfazer seus desejos de ascensão na carreira política. Em clara campanha a favor de Bolsonaro, inventa qualquer coisa para falar mal do Lula e dos governos petistas”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “As afirmações de Pedro Guimarães não merecem credibilidade! Ele está em campanha eleitoral antecipada. Se suas afirmações não merecem credibilidade e está em campanha eleitoral, não pode permanecer na presidência do banco!”, completou.
O uso pessoal e político da Caixa por Pedro Guimarães já recebeu destaque da imprensa e está sob investigação do Ministério Público.
Viagens e mentiras
A coordenadora da CEE observou que, segundo a nota publicada pelo Metrópoles, a auditoria se baseou em uma afirmação feita durante uma transmissão ao vivo realizada pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, mas que a mesma afirmação foi feita diversas vezes durante eventos da Caixa ocorridos em diversos estados.
“O banco criou uma superintendência nacional para cuidar das viagens de Pedro Guimarães. Nos bastidores, inclusive, este departamento é chamado de CaixaTur”, disse. “E, nestas viagens pagas pelo banco público, o ‘inacreditável’ presidente da Caixa tem feito diversas afirmações contra governos anteriores e exaltando o governo Bolsonaro”, ressaltou.
A 10ª Vara Cível de Brasília já determinou que Pedro Guimarães se retratasse judicialmente sobre declarações inverídicas referentes aos lucros do banco. A decisão foi proferida atendendo a uma interpelação proposta pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF), que contestou afirmação do presidente da Caixa de que a instituição teve o maior lucro líquido de sua história em 2020, recorde de rentabilidade no ano anterior e, durante o governo petista, entre 2002 e 2010, gerou prejuízos.
No entanto, com base em estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a deputada demonstrou à Justiça que as declarações são improcedentes e que a Caixa teve lucros maiores sob Lula do que sob Bolsonaro, ao contrário do que diz Pedro Guimarães.

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