
Na última semana, compartilhamos uma matéria divulgada pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, que denunciava a demissão de 36 bancários do Itaú, da Superintendência de Operações Legais. A este processo doloroso para cada um destes trabalhadores foi acrescentado um evento, no mínimo, estranho.
Junto com o que o banco chama de ‘kit desligamento’, o passo a passo para o trabalhador demitido realizar sua homologação, devolver o notebook, entre outros pontos, houve a indicação de uma empresa para assessorar os demitidos na tentativa de realocação no mercado de trabalho por meio de vídeo chamadas com aconselhamento sobre carreira, elaboração de currículo, entre outras questões.
Porém, o que parecia um benefício proporcionado pelo Itaú aos trabalhadores, logo se transformou em desconfiança, pois uma funcionária desta assessoria contatou os demitidos e conduziu a conversa como se a consultoria fosse parte do processo de desligamento, mas no final do contato pediu para que realizassem um pix como pagamento pelo serviço.
Diante desta situação, o Sindicato procurou o banco para esclarecimentos e o RH confirmou que se trata de uma empresa real e que a consultoria realmente é paga, mas que os bancários podem utilizar a verba de requalificação profissional, garantida na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), para este fim.
O movimento sindical considera uma insensibilidade do banco cobrar pela consultoria após sequer ter dado chance aos trabalhadores de se realocarem, e, que embora a verba de requalificação possa ser usada para esta finalidade, os bancários deveriam saber de forma transparente de que se tratava de um serviço opcional.
O RH do Itaú se comprometeu a reorientar a consultoria para que a oferta do serviço fique mais clara.

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