
O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou, na segunda-feira (19), a intenção de contratar dez mil trabalhadores para o banco. Deste total, quatro mil serão novos empregados - três mil dependem de autorização da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) e mil serão chamados após novo concurso público, a ser realizado em setembro deste ano. Estas mil vagas serão destinadas às Pessoas com Deficiência (PCDs). Das 6 mil vagas restantes, 5.200 serão para estagiários e aprendizes e as outras 800, para vigilantes e recepcionistas.
O presidente da Federação Nacional do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, destacou que a boa notícia é fruto das reivindicações das entidades; no entanto, considera o número de contratações anunciado muito aquém do necessário para suprir a defasagem de mais de 19 mil empregados nas agências.
Takemoto fez uma crítica ao presidente do banco. “Na verdade, ele não está efetivando a contratação de nenhum empregado. Das quatro mil vagas, três dependem de autorização e as outras mil vão esperar a realização de um concurso. Vamos manter nossa cobrança por mais empregados até que sejam realizadas”, ressaltou. “A Caixa vai abrir 250 novas agências, necessárias para a população, mas sem empregados não haverá atendimento digno, além de sobrecarregar ainda mais os que estão se desdobrando nas agências”, disse o presidente da Fenae.
De acordo com Rita Serrano, conselheira de Administração da Caixa (CA/Caixa), o banco tem autorização da Sest para ter, no máximo, 84.544 empregados. O que foi aprovado no Conselho é acrescentar mais três mil neste teto, o que também depende do órgão que coordena a governança das estatais. “A notícia é boa, votei a favor, mas ainda não supre a demanda de mais de 17 mil postos de trabalho a menos desde 2015. O presidente da Caixa também anunciou a abertura de 250 unidades, o que é ótimo. Mas a conta não fecha e a falta de pessoas vai continuar crônica”, destacou.
Rita lembra que com as últimas contratações, a Caixa tem, atualmente, cerca de 84 mil empregados. Eram 101 em dezembro de 2014.
A coordenadora da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, também avaliou ser extremamente importante a contratação de novos empregados e reforçou que esse pedido é uma pauta antiga das entidades representativas. "Em todas as audiências públicas na qual a Caixa é chamada nós temos reforçado a importância de mais contratações. Não apenas para atender melhor a população, mas também para dar melhores condições de trabalho para quem hoje está na empresa. Além disso, queremos que a Caixa pare com a cobrança das metas desumanas". Fabiana lembrou que já houve resoluções do Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) onde a Caixa deveria ter 130 mil empregados. Esse número ainda não foi alcançado.
Contratações são resultado de mobilização – O anúncio da contratação de empregados, inclusive os PCDs, aconteceu depois de intensa atuação das entidades associativas e do movimento sindical. Em abril deste ano, a Fenae e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), assistentes na Ação Civil Pública do Ministério Público do Trabalho, conseguiram confirmar a contratação dos concursados que ingressaram na Caixa por meio de ações coletivas.
Em 2019, o anúncio da Caixa sobre a contratação de duas mil pessoas com deficiência só aconteceu por determinação da Justiça. Naquele ano, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou uma Ação, que também tem a Fenae como assistente, e determinou à Caixa o cumprimento imediato da cota legal de contratação de PCD, como prevê a Lei 8.213/91.
Com o anúncio de mais mil empregados PCDs por meio de concurso, a Caixa deve se adequar à legislação, que estabelece que empresas com mais de mil empregados tenham 5% dos cargos ocupados por pessoas com deficiência ou reabilitados.
Movimento sindical pede mais informações
Entidades representativas irão encaminhar um ofício à direção do banco solicitando informações mais detalhadas sobre a autorização da Sest para a convocação dos concursados de 2014, o concurso público para pessoas com deficiência e a diferença entre o número anunciado pelo presidente e aquele aprovado pelo Conselho de Administração.

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