
Com o país mergulhado em uma crise sem precedentes, provocada pela incompetência na gestão do país e ações equivocadas, autoritárias e antidemocráticas de Jair Bolsonaro (ex-PSL), e de seus ministros inúteis, a única saída para o Brasil é o #ForaBolsonaro, afirma o presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre, que convoca todas as entidades filiadas à Central e os trabalhadores e trabalhadoras para os atos contra o presidente, que serão realizados no dia 2 de outubro (#2outForaBolsonaro).
“A classe trabalhadora tem a tarefa prioritária de ir às ruas no próximo dia 02 de outubro protestar contra o desastroso governo Bolsonaro, exigir o Fora Bolsonaro”, diz o dirigente.
Lutar contra a fome, o desemprego, a miséria, a disparada da inflação e a morte é o instrumento essencial que os trabalhadores e as trabalhadoras têm para garantir a sobrevivência, afirma Sérgio Nobre, que enumera as várias tragédias vividas pelos brasileiros para ressaltar a importância de estar nas ruas, pressionando pelo fim deste governo.
“O povo está sentindo na carne o desemprego recorde, o desalento, a carestia, a fome, a inflação que voltou à casa dos dois dígitos, o PIB inexpressivo, o fechamento de empresas, o descrédito e a desconfiança internacional, além do recorde de casos e mortes na pandemia”, diz o presidente nacional da CUT.
Além do aumento da fome e da miséria, o país já tem mais de 589 mil mortes por Covid-19, resultado direto da negligência, negação à ciência de Bolsonaro, que chamou a pandemia de gripezinha, e até envolvimento de membros do seu governo em irregularidades na compra de vacinas, casos que estão sendo investigados pela CPI da Covid do Senado.
Os trabalhadores e trabalhadoras são os mais afetados por estas situações – as crises sanitária, econômica, política e diplomática criadas por Bolsonaro, afirma o dirigente.
“Somente com a pressão das ruas e com atuação unitária pressionando o Congresso Nacional vamos conseguir impedir que mais medidas que destroem o Brasil - via ataques aos direitos, às liberdades, à democracia e à soberania - piorem ainda mais a já caótica situação do país”, pontua Sérgio Nobre.
Com pressão popular, diz, conseguimos vitórias muito importantes. Foi a luta da classe trabalhadora que fez o Senado rejeitar a MP 1045 – da reforma Trabalhista de Bolsonaro. A mobilização nacional contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, da reforma Administrativa, realizada de 14 a 16 de setembro, fez a votação da PEC na Comissão Especial ser adiada para o dia 21 por falta de votos para aprovar mais esse ataque aos servidores e ao serviço público brasileiro.
“Temos de ocupar as ruas no dia 2, mostrar a organização da classe trabalhadora e de todo o campo progressista democrático. A CUT convoca todos os seus entes, todos os sindicatos a mobilizar as suas bases”, ressalta Sérgio Nobre.
Juntos, somos muito mais do que eles
Os atos do dia 2 de outubro estão sendo organizados pela CUT, demais centrais sindicais, pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, entidades que fazem parte da Frente Nacional Fora Bolsonaro.
A convocação é reforçada pela mobilização de partidos de oposição ao governo que formaram uma frente unificada que estará mobilizada para os próximos atos. Além do dia 2 de outubro, uma nova manifestação para o dia 15 de novembro já está sendo organizada.
Presidentes dos partidos PT, PSOL, PCdoB, PSB, PDT, Rede, PV, Cidadania e Solidariedade participaram de um encontro esta semana e reforçaram a participação nos atos
Em entrevista ao Portal da CUT, a deputada federal Gleisi Hoffman (PT-PR), presidenta do PT, afirmou que é importante que todas as forças democráticas estejam alinhadas para que Bolsonaro saiba que “tem gente que vai defender a democracia”.
“É da natureza de Bolsonaro ser antidemocrático e golpista. Por isso é importante a união de forças democráticas para combater Bolsonaro e seu ‘ânimo’ autoritário. O papel dos movimentos populares é fundamental para isso”, diz a deputada.
Ela reforça que as manifestações têm a função de dialogar com o povo sobre a crise enfrentada no país e mostrar que ela é consequência direta da conduta de Bolsonaro e seu desrespeito à democracia. “Estamos tendo problemas graves no Brasil de novo, como o desemprego, a renda baixando, pessoas sofrendo. Bolsonaro não dá conta e não consegue governar”, diz Gleisi.
A deputada ainda afirma que o volume das manifestações, o aumento da pressão popular e a opinião pública são fundamentais para que o Congresso seja obrigado a dar uma resposta à sociedade brasileira.

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