
A situação das agências de varejo do Banco do Brasil não está fácil para ninguém. As unidades – por conta de cargos vagos, os chamados “claros”, e da transferência de funcionários para escritórios digitais – estão com cada vez menos funcionários. Cenário este que sobrecarrega e adoece os bancários que seguem nas agências e prejudica o atendimento para os clientes e a população como um todo.
O movimento sindical bancário cobra com urgência o preenchimento dos “claros”, a valorização dos bancários da rede de varejo, além da realização de novo concurso público pelo Banco do Brasil.
“O Banco do Brasil, enquanto banco público, tem a obrigação de bem atender a população. É inadmissível que bancários sigam cada vez mais sobrecarregados nas unidades e o atendimento precarizado. Cobramos o imediato preenchimento dos claros, a valorização dos colegas das agências de varejo e a realização de novo concurso público. Vamos seguir nessa luta, inclusive levando este debate para a Campanha Nacional Unificada deste ano”, destaca Antonio Netto, representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).
É importante reforçar também que o Sindicato dos Bancários de Araraquara e região é contrário e estará mobilizado contra qualquer eventual movimento do Banco do Brasil de fechamento de agências. O BB tem uma importante função social, da qual faz parte oferecer atendimento de qualidade para a população.
Já na primeira semana de 2026, em visita a agências na capital paulista, por exemplo, dirigentes sindicais flagraram unidades operando com o atendimento contingenciado. Este tipo de atendimento nada mais é do que a agência permanecer de portas fechadas, sendo liberada a entrada de clientes conforme a capacidade de atendimento. Uma situação que não pode ser normalizada de forma alguma.
Existem relatos de outras agências do BB operando com atendimento contingenciado em outras regiões do país.
A situação tem se tornado tão comum que existe até mesmo normativo para contingenciar o atendimento. Diante da falta de funcionários, o gestor da unidade indica no Sistema Geral de Continuidade de Negócios a necessidade do contingenciamento. A partir daí a solicitação vai para análise da superintendência administrativa (Super Adm), responsável pela autorização. Ou seja, é a precarização das agências de varejo e do atendimento normalizada institucionalmente no Banco do Brasil.
"Os gestores das unidades não podem ser tratados como culpados por um problema que é estrutural. Eles também enfrentam os efeitos do contingenciamento, ao lado dos bancários e da população. São forçados a administrar uma realidade perversa: ou tentam manter a agência funcionando com menos funcionários, aprofundando a sobrecarga, ou reduzem o atendimento, penalizando diretamente os clientes. Essa lógica é inaceitável. A responsabilidade é do banco, que deve assegurar um quadro funcional adequado, respeito aos trabalhadores e um serviço de qualidade para a população", reforça o presidente do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, Paulo Roberto Redondo.

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