
Desde que foi oficialmente lançado, na segunda quinzena de junho, o Cassi Essencial vem sendo denunciado por diversas entidades sindicais e representativas dos trabalhadores e aposentados do Banco do Brasil.
Por trás de rostos felizes que estampam a cartilha do novo plano de saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários (Cassi), existe uma estratégia para esvaziar os planos já existentes (Cassi Família I e II) e a redução da corresponsabilidade do Banco do Brasil com a manutenção da Cassi e do Plano Associados.
Até o momento, oficialmente, a Cassi não se manifestou sobre as críticas. No portal da entidade, o Cassi Essencial está sendo vendido como uma alternativa com “ampla rede de prestadores” e com “melhor custo-benefício” por oferecer preço regionalizado, duas informações que não se sustentam.
O que a propaganda esconde
No Cassi Essencial a rede credenciada é, em média, 22% menor em relação aos planos Associados e Família. Em Brasília chega a ser menor em 78%, Alagoas 50% e Rio de Janeiro 32%.
O novo plano também sai mais caro para o bolso do conveniado, em relação aos outros. Para começar, o Cassi Essencial não conta com o patrocínio do BB, ao Contrário do Plano Associados que tem o Banco como patrocinador, inclusive na aposentadoria.
Vale destacar ainda que o Cassi Essencial tem coparticipação de 30% ou 40% para eventos fora da área geográfica estabelecida para o novo contratante. Além disso, estabelece custo de franquia para internações que podem ser de R$ 250 ou R$ 350 se o atendimento for fora da área contratual.
Para terminar, o novo plano tende a encarecer sobremaneira com o tempo, pois os valores de custeio serão anuais, por faixa etária mais o cálculo atuarial. Veja a tabela a seguir, comparando o Cassi Essencial com o Plano Associados:
Enfraquecimento da Cassi
O Cassi Essencial foi criado para captar o mesmo público alvo dos planos já existentes Cassi Família I e II, ou seja, os parentes consanguíneos até 4º grau e os parentes afins até 2º grau de funcionários. Mas novos funcionários, egressos de bancos incorporados, funcionários, ex-funcionários e aposentados do BB também podem aderir.
“Ao oferecer um plano de mercado para novos e futuros funcionários, a alta administração do Banco do Brasil e atual diretoria e conselhos da Cassi violam o princípio de solidariedade e isonomia que pautam a todos os colegas do banco”, alerta o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.
“O título da Cassi como maior plano de autogestão do país se deve justamente ao seu sistema solidário, onde os mais jovens ajudam a custear os mais velhos e pelo fato de o Banco do Brasil, enquanto patrocinador, arcar com parte das despesas. Portanto, ao atrair novos funcionários para o Cassi Essencial a administração da Cassi está comprometendo a sustentabilidade de toda a entidade”, completa Fukunaga.

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