
Conforme os resultados divulgados pela Funcef, Reg/Replan Saldado e Não Saldado superaram a meta graças, principalmente, ao ganho com o Fundo Carteira Ativa II, onde se contabiliza a participação na Vale S.A., que foi de 47,64% de janeiro a novembro.
A rentabilidade do Saldado nesse período atingiu 12,97% e do Não Saldado 10,44%. Já as cotas do Novo Plano e Reb alcançaram valorização bem abaixo da meta de 8,21%, atingindo 3,73% e 3,87%, respectivamente. Nesses planos, a variação no valor das cotas altera o saldo de conta dos participantes ainda não assistidos. Para o grupo de assistidos, houve rentabilidade superior à meta: no Novo Plano, 9,16%; e no Reb, 10,15%.
Segundo a Funcef, o resultado consolidado nos 11 primeiros meses de 2020 foi de R$ 1,776 bilhão, o que gerou redução do deficit acumulado até novembro. No entanto, o saldo negativo ainda é expressivo, na ordem de R$ 4,509 bilhões, somados todos os planos de benefícios da Fundação.
No Reg/Replan Saldado, negativo de R$ 4,1 bilhões. No Não Saldado, R$ 209 milhões. Nesses planos, somam-se perdas desde 2017. No Novo Plano, deficit em R$ 199 milhões e no Reb há superavit de R$ 15,2 milhões.
Investimentos
Considerando a meta de 8,21%, o segmento renda fixa atingiu 9,65%. Investimentos Estruturados e Investimentos Imobiliários ficaram abaixo dessa meta, marcando 0,83% 3,34%, respectivamente. Já as operações com participantes – empréstimos – renderam 9,85%, o que se atribui às altas taxas de juros cobradas pela Fundação.
O Fundo Carteira Ativa II, principal ativo da Funcef e no qual se encontra a participação na Vale S.A., alcançou 47,64%. Desempenho expressivo como esse decorre de cenários que não tendem a se repetir de forma frequente.
Precificação da Vale
A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) encaminhou ofício, no dia 21 de janeiro, ao presidente da Funcef, Renato Villela, solicitando informações para esclarecer participantes que demandaram a entidade sobre possível mudanças na metodologia atual de precificação da Vale.
“Nos últimos dias vem sendo debatida nas redes sociais a possibilidade de a Funcef rever a metodologia atual de precificação do ativo Carteira Ativa II. A proposta seria considerar o preço de fechamento da Vale em dezembro no lugar de considerar a média dos últimos três meses que, segundo consta, vem sendo a metodologia utilizada”, relata a Fenae no documento.
No ofício, a Federação questiona se a Fundação estuda efetivamente a revisão da metodologia e, em caso afirmativo, quais as mudanças e os impactos para os participantes.
“Esse é o nosso maior ativo e a Funcef precisa manter os participantes informados”, defende a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.

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