
O Santander comunicou que a partir desta sexta-feira (26), pelo prazo de 15 dias, manterá uma das três agências do município de Araraquara fechada. A decisão tomada de maneira arbitrária, sem negociação prévia com o Sindicato, vai na contramão do acordado com os trabalhadores neste período tão crítico de pandemia, um completo desrespeito às pessoas que diariamente contribuem para o crescimento econômico da instituição e aos clientes, que terão comprometida a qualidade do atendimento.
O fechamento de unidades e a redução de funcionários foram medidas anunciadas pelo banco na quarta-feira (24) apenas para os municípios que aderiram ao feriado prolongado - entre os dias 26 de março e 01 de abril, o que não é o caso de Araraquara.
A decisão comprometerá o atendimento à população em mais de 30%. Os funcionários não serão realocados para auxiliar no atendimento das agências em funcionamento, sobrecarregando os trabalhadores em atendimento presencial nas outras duas unidades, além de ocasionar mais filas e aglomerações, aumentando o risco de contaminação por Covid-19.
“Havia um compromisso assumido entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban que garantia aos trabalhadores medidas de proteção. O Santander rompeu com esse compromisso, o que caracteriza irresponsabilidade e desprezo aos seus funcionários. O que o banco faz ao fechar agências e provocar aglomeração e a sobrecarga de trabalho em um momento grave como o que estamos vivendo é verdadeiro atentado contra a saúde pública”, denuncia a secretária geral do Sindicato, Rosângela Lorenzetti.
A entidade sindical procurou pelos representantes do banco espanhol no município, que informaram se tratar de uma orientação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o que contradiz o acordo firmado com a categoria. A Gerência Regional comunicou, ainda, que não trabalhará com o contingenciamento dos serviços, e que a medida também faz parte de uma experiência do banco que estuda o fechamento de agências em diversas regiões, com a realocação dos trabalhadores em home office.
Não bastasse, as visitas externas, cuja suspensão tem sido constantemente reivindicada em negociação com a Fenaban, permanecem acontecendo. Os gerentes estão sendo obrigados e assediados a visitarem clientes, aumentando o risco de contaminação e desobedecendo decretos municipais que instituem medidas bastante restritivas.
“Além de demonstrar sua face cruel e sua intenção em seguir com as demissões em plena pandemia, o Santander tem apostado na gestão do terror, do medo, da alta competitividade, e muitas vezes com práticas humilhantes e vexatórias de cobrança. Não o suficiente, empurra o bancário para situações que aumentam ainda mais os riscos à sua vida. O banco passa a imagem de empresa responsável socialmente, coisa que na realidade não é. Mostra com sua postura ser uma empresa anti trabalhador, e toda a sociedade brasileira paga essa conta”, acrescenta o presidente do Sindicato, Paulo Roberto Redondo.
“Ao que tudo indica, o Santander não tem mais nenhum interesse em negociar, não tem nenhum pudor em retirar direitos e vai aos poucos se consolidando como o pior banco no Brasil. Os protestos e as denúncias vão aumentar até que aprenda a respeitar seus funcionários e clientes”, finaliza Paulo.

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