
A diretoria do Sindicato dos Bancários de Araraquara esteve reunida, na manhã desta terça-feira (16), com a Gerência Regional do Trabalho e representantes do Bradesco e do Mercantil do Brasil para discutir as condições sanitárias das agências e a segurança dos bancários em meio à pandemia do coronavírus. A Caixa Econômica Federal também havia sido convocada, principalmente em virtude do pagamento do novo auxílio emergencial, mas não compareceu à reunião.
Representando o Sindicato, participaram os diretores Rosângela Silva Lorenzetti, Elaine Cristina Escabelo, Fernando Jesus Mota e Lara Verona Moretti.
Na pauta, a entidade tratou das aglomerações no exterior das agências e reivindicou às instituições a contratação de equipes terceirizadas para organização das filas, bem como a distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os trabalhadores bancários e terceirizados.
Com o agravamento da pandemia e o esgotamento de recursos no sistema público de saúde, o município decretou medidas mais restritivas de prevenção, que incluem os serviços bancários. Com isso, o número de clientes permitidos no interior das unidades foi reduzido. Neste contexto, as filas que se formam diariamente na área externa nas agências se tornaram ainda maiores e perigosas: não há distanciamento correto entre as pessoas, favorecendo a disseminação do vírus entre clientes e trabalhadores.
“Essa situação traz duas grandes preocupações. Primeiro porque coloca os funcionários do banco em risco de contágio da doença, porque estão na linha de frente atendendo a população e, segundo e ainda mais grave, a fila pode virar um problema de saúde pública. A recomendação dada pelos bancos, de que os próprios funcionários devem ser responsabilizados pela organização do público, ameaça a saúde dos bancários e compromete o atendimento das agências, atrasando a assistência à população no momento em que muitos empregados estão afastados, em trabalho remoto por pertencerem ao grupo de risco. O bancário não é imune ao coronavírus”, ressaltou a diretora do Sindicato, Rosângela Silva Lorenzetti.
Para o movimento sindical, a preservação da vida deve estar acima dos interesses econômicos. Os lucros dos grandes bancos somaram R$ 61,6 bilhões em 2020, momento em que todo o país enfrentava uma crise sanitária e recessão econômica que se estende aos dias atuais. As instituições financeiras seguem lucrando à custa de milhares de demissões e retiradas de direitos enquanto gastam milhões em publicidade para vender a imagem de responsáveis sociais. Mas na prática, a situação é bem diferente.
A grave situação de aglomeração em frente às agências preocupa ainda mais diante do anúncio do governo sobre o pagamento do novo auxílio emergencial pela Caixa Econômica Federal.
“Está na hora dos bancos demonstrarem toda essa responsabilidade social das propagandas contribuindo com mecanismos que auxiliem durante a pandemia na redução do risco de contaminação entre bancários, clientes e usuários. O organizador de fila é um terceirizado contratado para este fim, que vai ajudar a garantir o distanciamento entre as pessoas e evitar assim um risco maior de proliferação do vírus, além de colaborar para que os trabalhadores não fiquem sobrecarregados em suas funções, já que precisam se desdobrar entre o atendimento nos caixas eletrônicos, se responsabilizar pelo distanciamento social dos clientes, entre outras funções”, explicou a diretora.
A situação também tem afetado a saúde mental da categoria, como relatou a diretora Elaine Cristina Escabelo. “Além do medo de sermos contaminados e contaminarmos nossos pais, filhos e demais familiares, estamos expostos ao risco de sermos desrespeitados e destratados por clientes que não entendem a situação, enquanto sofremos a pressão dos gestores para proibir a entrada dessas pessoas no interior das agências. Quando chove, por exemplo, os clientes nas filas imensas não têm onde ficar e acabam se aglomerando na área de autoatendimento. Temos de ficar nessas condições, convivendo todos os dias com o medo da doença e o estresse, até chegarmos ao limite do esgotamento físico e mental”, alertou.
“Não podemos brincar de roleta russa com a vida das pessoas. Tivemos um grande avanço após o lockdown em nossa cidade, mas sabemos que as UTI’s da região estão próximas da sua capacidade máxima. É inadmissível a postura dos bancos neste momento crucial de combate ao um vírus mortal”, acrescentou Rosângela.
Os diretores reforçaram, ainda, a importância de os terceirizados contratados receberem todos os equipamentos necessários para trabalhar em segurança, além de treinamento.
Ao final da reunião, os bancos se comprometeram a fazer os esforços necessários para ampliar as medidas. Ficou estipulado um prazo de cinco dias úteis para que as instituições se manifestem sobre as reivindicações da categoria.
A pandemia não acabou!
O Sindicato orienta os clientes a evitarem visitas desnecessárias aos estabelecimentos bancários, como medida preventiva ao contágio do novo Coronavírus. As agências estão limitando a entrada de clientes neste período e o atendimento deve ficar restrito aos casos emergenciais.
“Pedimos também a compreensão da população e que todos sigam corretamente as orientações do Ministério da Saúde para evitar aglomerações, para que o país enfrente a pandemia com a responsabilidade necessária”, concluiu Rosângela.

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