
Durante toda esta semana, a imprensa repercutiu a crise desencadeada pela ameaça das direções da Caixa e do BB de retirarem as instituições públicas da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) por conta do apoio da entidade a um manifesto idealizado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que defende a harmonia entre os Três Poderes.
Repercussão na imprensa ao longo da semana
O colunista José Casado, da revista Veja, deu o tom das críticas em sua coluna do dia 31 de agosto: “Ao aderir à obsessão com conspirações contra a reeleição de Bolsonaro, os presidentes da Caixa e do BB demonstraram ter perdido a bússola na fronteira entre o público e o privado”. Veja aqui.
Após se recusar a se reunir com os bancos públicos, na noite da última quinta-feira (02) a direção da Febraban divulgou comunicado público em que reafirma seu apoio ao conteúdo do manifesto, considera que ele cumpriu sua finalidade ao ser amplamente divulgado pela mídia do país; e afirma respeito “pela opção do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que se posicionaram contrariamente à assinatura do manifesto”. (Leia a íntegra do comunicado aqui).
Em relação aos bancos públicos, a Folha de São Paulo destacou, no dia 2 de setembro, que direção da Caixa e do BB ficaram "irritadas", mas agora estão sem motivos para levar adiante o plano inicial de abandonar a Febraban: "Neste momento, diante da declaração pública de que [a Febraban] não tratará mais do documento, a debandada das duas instituições federais seria interpretada como um ato em defesa do governo Bolsonaro, algo que demonstraria o aparelhamento político das instituições", afirmou o periódico.
Dirigentes do alto comando da Caixa teriam afirmado ao Metrópoles, na quinta-feira (02), que a nota divulgada pela Febraban seria "dos males, o menor": "Agora é hora de botar água na fervura. Não teve a subscrição de fato ao manifesto e entendemos que agora a Febraban se desvincula da Fiesp".
Já o site O Antagonista, na quinta-feira (02), crava: "Febraban expõe Paulo Skaf e empareda Pedro Guimarães, o genro de Léo Pinheiro que bolsonarizou, subiu nos tamancos e buscou solidariedade de Paulo Guedes, numa espécie de ordem unida em defesa do presidente da República....Ao não recuar em seu posicionamento e negar-se a debater novamente o tema numa reunião com Caixa e BB, a Febraban emparedou especialmente Guimarães, que agora se apega a filigranas para não seguir adiante em sua ameaça de deixar a entidade”. Veja aqui a íntegra do artigo.
A revista Veja, em sua versão online, no dia 2, informa que fontes próximas ao Banco do Brasil disseram que a decisão de publicar o comunicado é uma saída honrosa para todo mundo. A Febraban não assina o manifesto da Fiesp, mas de certa forma publica seu próprio manifesto, disse que encerra assim o assunto e não mais ficará dependente da Fiesp.
A direção da Caixa, registra a imprensa, ainda não havia se posicionado até às 17h desta sexta-feira, já a direção do Banco do Brasil, em nota, diz que “Após negociações respeitosas entre os membros da Febraban ocorridas nesta semana, e reconhecendo o esforço empreendido por todos na busca pelo diálogo e por soluções mediadas, como é tradição na Febraban, o Banco do Brasil esclarece que não tem intenção de se desassociar da Federação".
A imprensa destaca ainda a decisão do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Camara Federal, de ouvir em audiência pública o ministro da Economia, Paulo Guedes e os presidentes do BB, Fausto Ribeiro, e o da Caixa, Pedro Guimarães. Ao site Metrópoles ele criticou o uso, por parte do ministro, dos bancos públicos para pressão política.
Segundo o deputado, a pasta comandada por Guedes tem se “perdido no discurso ideológico”, sem conseguir propor políticas capazes de gerar emprego ou de retomar um ambiente econômico mais profícuo. “Conseguiram desempregar até o desempregado. Quem perdeu o seu negócio ou emprego foi dirigir Uber, mas não está conseguindo rodar por causa do alto preço da gasolina. E o ministério se perde em discussões ideológicas”, afirmou. “Trata-se de mais uma pauta ideológica do governo, que não respeita as instituições. O presidente da República não pode incluir as instituições bancárias na sua guerra ideológica. São dois bancos fundamentais para o país, que não podem ser afetados por esse clima”, disse o deputado, criticando a atuação de Guedes.

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