
A Fundação dos Economiários Federais (Funcef) informou, nesta terça-feira (30), que vai reduzir em “70%, na média, as taxas de equacionamento do REG/Replan Não Saldado”, a partir de abril. O anúncio soa como boa notícia aos participantes, sufocados pelo pagamento das contribuições extraordinárias. No entanto, a Fundação não esclarece informações importantes – este alívio imediato vai custar caro aos participantes ativos e aposentados, e os prejuízos serão em curto prazo.
“É uma ilusão. A redução nas taxas de contribuição só é possível porque a Funcef está diminuindo os custos do plano, retirando direitos dos participantes. É aplicação nua e crua da CGPAR 25 a partir de abril”, explica o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, que critica a maneira como a Fundação divulgou a informação. “A Funcef não foi honesta com o participante. Quer persuadir a comemorar o que representa um duro golpe, sem esclarecer todas as consequências desta ação. Parece um alívio, mas as consequências virão, na redução do benefício”.
As alterações que a Funcef fez no regulamento do Reg/Replan Não Saldado, para permitir a aplicação da CGPAR 25, representam uma série de prejuízos aos participantes do plano, como a correção no cálculo do benefício inicial do aposentado. Antes da mudança, era considerada a média aritmética dos últimos 12 salários de participação. Agora, o cálculo tem como base a média do salário de participação dos últimos 36 meses – o que pode reduzir o benefício.
Após a mudança no regulamento, o benefício será reajustado pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e não mais pela tabela salarial da Caixa. Isso significa que os participantes deixarão de ter paridade no salário com os empregados da ativa - tanto para o aposentado quanto para o empregado que está para se aposentar, o prejuízo no benefício já está formalizado.
Com salários/benefícios menores, ou seja, com o custo do plano menor, as taxas do equacionamento também diminuem. “Portanto, o que a Funcef está fazendo não é mágica. É o que chamamos de propaganda enganosa. A Funcef violou o estatuto para permitir todas as crueldades da CGPAR 25, e fez esse anúncio como se fosse uma bondade da Fundação. É uma armadilha”, criticou a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.

Põe Mais Dinheiro Caixa! Afinal, o que é o teto?

COE Itaú entrega pauta de reivindicações ao banco no dia 1º de julho

Caixa volta atrás, atende Sindicato e decide abonar horas dos jogos do Brasil na Copa

CUSC cobra mais transparência e melhorias no atendimento durante reunião com gestores do Saúde Caixa

Super Caixa: participe da consulta e fortaleça a luta por mudanças no programa de remuneração variável

Bancários cobram soluções do INSS para entraves no acesso a benefícios previdenciários

Falta de segurança nos postos de atendimento do Mercantil coloca trabalhadores em risco

Banco do Brasil apresenta proposta insuficiente para recomposição das reservas da Cassi

Categoria bancária entrega minuta de reivindicações à Fenaban
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias