
A queda na valorização das ações da Vale SA, além do cenário econômico desfavorável, deve elevar o déficit nos planos de benefício no exercício de 2021. No REG/Replan, de acordo com o balancete de agosto, disponibilizado pela Fundação dos Economiários Federais (Funcef) na última semana, o mês voltou a apresentar resultado negativo, levando o déficit acumulado para mais de R$ 2,5 bilhões no Saldado e mais R$ 257 milhões no Não Saldado.

O resultado é muito diferente do apresentado no primeiro semestre, período em que as ações da mineradora foram responsáveis pelos resultados positivos dos planos, respondendo por R$ 4,23 bilhões no período. Nos primeiros seis meses do ano, a rentabilidade do fundo foi de 49,3%. No entanto, no balancete de agosto, o acumulado em 2021 foi de 30,09%.
“Embora os números de agosto não evidenciem o déficit, esta é a expectativa. O fechamento do trimestre, que poderia nos dar um indicativo mais seguro sobre o resultado de 2021, só será apresentado agora, em dezembro, quando caminhamos para o fim do exercício”, ressalta a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.
O presidente da Fundação, Gilson Santana, já havia declarado esta possibilidade na última reunião com a Fenae. “Se o ano fechasse hoje, nós estaríamos em déficit nos dois planos – Saldado e Não Saldado”, disse, na ocasião. A Funcef vai divulgar os números do terceiro trimestre na próxima quinta-feira (16).
Rentabilidade por plano – Embora a perspectiva seja de um resultado negativo no ano, REG/Replan Saldado e Não Saldado atingiram, até agosto, a meta atuarial de 9,09%. A rentabilidade foi de 12,60% e 10,67%, respectivamente. Novo Plano e do REB, relativo aos aposentados (Benefício Definido) o resultado foi positivo, porém não significativo – 9,95% e 9,75%, na sequência.
Já a parte dos ativos (Contribuição Definida) desses planos ficou bem abaixo da meta atuarial – Novo Plano, 5,28%; REB, 5,71%. A consequência do rendimento abaixo da meta é um benefício menor no futuro, já que o saldo acumulado nesses planos é inferior, explicou a diretora Fabiana Matheus.
Rentabilidade dos investimentos - De acordo com o resultado das carteiras em geral, a rentabilidade de renda variável foi de 14,29%. Nesta carteira, os fundos com aplicação em Carteira Ativa II (Vale) alcançaram resultado de 30,09%. Investimentos Estruturados atingiram 27,07%; Operações com Participantes, 10,77%. Outros investimentos e investimentos imobiliários não atingiram a meta, com resultado de 8,60% e 1,84%, respectivamente.
Contencioso - este passivo trabalhista, que é, em grande parte, responsabilidade da Patrocinadora, mas recai sobre o participante, continua impactando os planos de benefício. O balancete de agosto, no consolidado dos planos, mostra que os valores das ações de perda provável, quando é preciso provisionar as perdas dessas ações no balanço, chegam a R$ R$ 1.270 bilhão – um aumento de 6,5% em comparação com dezembro de 2020.
Destaca-se o crescimento significativo de 328% no item investimentos (ver tabela). Em comparação com o resultado de 2020, o valor saltou de R$ 101,09 milhões para R$467,09 milhões no balancete de agosto. O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, lembrou que este fator já havia chamado atenção da Federação no resultado divulgado no segundo trimestre (leia o texto) e cobrou, mais uma vez, a solução do contencioso.
“O contencioso ainda é o maior fator de desequilíbrio nos planos. Há anos cobramos uma solução para este problema que está se tornando crônico na Funcef. O contencioso é um passivo da patrocinadora e não é justo que os participantes paguem esta dívida”, destacou Takemoto.


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