
O governo Bolsonaro teria definido o modelo de privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) com a venda do controle integral da companhia e a União se desfazendo de 100% do seu capital. A informação, segundo o jornal O Globo, foi passada à publicação pelo secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord.
Nas redes sociais, a reação em relação à proposta do governo foi organizada por meio da hashtag #NaoAPrivatizacaodosCorreios. Diversas personalidades do mundo político se manifestaram quanto à intenção de venda. “Esse negócio de tentar privatizar os Correios… Se o governo não sabe administrar, pra que governo?! Essas empresas que eles querem vender agora são estratégicas. Foram construídas com muito suor do povo brasileiro. E dão ao governo o poder de induzir nosso desenvolvimento”, observou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista à rádio Salvador FM, na manhã de terça-feira (6).
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), inicialmente havia agendado a votação do projeto de privatização dos Correios até a próxima semana, antes do início do recesso parlamentar, já que o Planalto prevê realizar o leilão para a privatização em março de 2022. Contudo, na manhã de ontem (6), em entrevista à rádio Jovem Pan, o parlamentar admitiu que o Projeto de Lei (PL) 591, que trata da venda da empresa, pode ser votado depois do recesso.
Empresa lucrativa
“Na segunda-feira (5), nós soltamos a pauta prevista para os próximos 15 dias. Lógico que nós devemos contar com todas as imprevisibilidades, mas entre a 2ª quinzena de julho e a 1ª de agosto, nós deveremos estar com o projeto da privatização dos Correios em plenário para que possa ser discutido pelos senhores deputados e deputadas”, afirmou Lira, de acordo com o Congresso em Foco. Segundo o deputado, o texto do relator, deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA), ficaria pronto na terça (6).
Em 2020, pelo quarto ano seguido, os Correios apresentaram lucro, chegando a R$ 1,53 bilhão. Também no ano passado, a empresa teve recorde nas receitas internacionais, com R$ 1,2 bilhão. “No meio da maior crise do seu governo, Bolsonaro decide vender 100% dos Correios. É um tapa na cara de milhares de trabalhadores e milhões de brasileiros que dependem de um serviço público essencial. Precisamos barrar esse absurdo!”, postou o ex-candidato à prefeitura de São Paulo e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos.
Ele também citou dados para justificar a manutenção da ECT como empresa pública. “Correios não dão prejuízo. 80% dos comerciantes online preferem os Correios para enviar produtos. Correios garantem o ENEM, entregando provas em 15 mil escolas. Serviço postal precisa ser direito universal, não estratégia comercial!”
“Acuado, sob a pressão dos escândalos de corrupção, o governo Bolsonaro decide vender 100% dos Correios, uma empresa pública, lucrativa, segura e estratégica para nosso país”, disse a vice-governadora de Pernambuco e presidenta nacional do PCdoB Luciana Santos. “A privatização provocará aumento no preço, fechamento de agências (sobretudo em cidades distantes) e desemprego. Qual o sentido de uma iniciativa assim? Não podemos permitir esse crime de lesa-pátria!”

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