
Realizado desde 1995 no dia 7 de setembro, o Grito dos Excluídos deste ano, mais uma vez, se soma à campanha “Fora Bolsonaro”. Com atos e manifestações descentralizadas em todo o país, a ação promovida pela Igreja Católica tem como lema “Vida em primeiro lugar” e garantirá o protesto dos mais variados segmentos da sociedade.
Será uma congregação que vai de ativistas do meio ambiente a pequenos agricultores; de religiosos e outros agentes de pastorais a movimentos de trabalhadores, como os militantes dos movimentos Sem Terra (MST), Sem Teto (MTST) e centrais sindicais.
Segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom José Valdeci Santos Mendes, isso ocorre, de fato, por tudo que é negado no Brasil, “o direito à vida, essa derrubada dos direitos conquistados”.
Ao lado do lema, a temática da manifestação também divulgada em coletiva realizada no último dia 26 pela CNBB deixa claro as bandeiras que tomarão o país: “na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já”.
Fora, Bolsonaro
Dom José Valdeci é direto na sua manifestação. Para ele que é bispo da diocese de Brejo (MA), não há como se realizar um movimento que desde sua origem se propôs a ser um contraponto às tradicionais manifestações “cívicas” que marcam o 7 de setembro sem dizer “fora Bolsonaro”. Para o religioso, o atual governo não representa os interesses populares e a denúncia que será realizada pela 27ª edição do Grito dos Excluídos é “um compromisso para uma sociedade mais justa e mais fraterna”.
Em janeiro desse ano, o bispo protocolou com outras lideranças religiosas um pedido de impeachment junto à presidência da Câmara dos Deputados. O prelado, no entanto, deixou claro que a iniciativa foi pessoal e seguindo a sua consciência diante do que entendeu ser atitudes nocivas do presidente da República à sociedade. Em especial, destacou, a conduta do mandatário em relação à crise sanitária da covid-19 no país.
Carta
Em uma carta de orientações da Coordenação Nacional do Grito dos Excluídos, o movimento ressalta que a iniciativa “mudou a cara do 7 de setembro e da Semana da Pátria, chamando o povo para descer das arquibancadas dos desfiles cívicos e militares e participar, ativamente, na luta por seus direitos, nas ruas e praças, nos centros e nas periferias de todo o Brasil”.
Além de lembrar a importância de se tomar os cuidados necessários na atividade para evitar contágios, o documento registra o que motiva a necessidade de saída às ruas.
Entre questões que envolvem o enfrentamento da pandemia, corrupção, desemprego, a carta evidencia “a cultura do ódio disseminada pelo governo federal e seus aliados”. No entendimento dos organizadores do Grito dos Excluídos, o governo Bolsonaro ataca e retira os direitos humanos de mulheres, comunidades LGBTQIA+, negras indígenas, quilombolas, pessoas portadoras de deficiência e trabalhadores de setores excluídos da sociedade.
Centrais sindicais
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a demais centrais sindicais do país garantiram sua presença no Grito dos Excluídos deste ano.
“Se a gente não quer mais viver esta tragédia que o Brasil e os brasileiros e brasileiras estão vivendo, este governo tem que acabar”, afirma o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre.

Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!

Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil

Solidariedade que transforma: bancários de Araraquara e região arrecadam 800 kg de ração em campanha PET, do Sindicato

Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa

Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável

Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi

Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades

Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi

Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias