
Há anos o movimento sindical bancário vem cobrando do Itaú o reforço na segurança de suas agências. Mas a direção do banco está indo na direção contrária ao retirar vigilantes e portas giratórias de segurança em muitas das suas unidades que estão adotando o novo modelo, chamado de “Espaço Itaú de Negócios”.
Além de a saúde dos bancários já ser muito prejudicada pelas metas abusivas e pelo assédio moral, eles ainda precisam trabalhar sob o risco constante de serem vítimas de algum tipo de violência. Com esta mentalidade, a direção do Itaú brinca com as vidas de seus empregados e clientes, seus maiores patrimônios. O dinheiro movimentado pelo banco tem seguro, mas as vidas são insubstituíveis!
A principal alegação do Itaú para o afrouxamento das medidas de segurança é que essas unidades não movimentam numerário. Uma inverdade, porque apesar de não possuírem caixas, essas agências mantêm áreas de autoatendimento com caixas eletrônicos, e muitas delas realizam a compensação dos depósitos no seu interior.
Além disso, clientes, bancários e as próprias agências possuem itens visados por criminosos, como notebooks, computadores e telefones celulares. Para completar, atualmente existem novas modalidade de crime que dispensam numerário.
A direção do banco alega ainda que essas novas unidades são monitoradas por equipes de segurança; que estão equipadas com botão de pânico, telefone de emergência e consultoria de segurança; e que são feitos estudos para identificar quais delas podem dispensar segurança armada, como monitoramento e análise do perfil das pessoas que as frequentam. Ainda segundo o Itaú, é mantido contato com policiais e com delegacias nas cercanias das unidades.
Nem 3% do lucro gasto com segurança
O Itaú atualmente divulga em seu demonstrativo financeiro as despesas com segurança agregadas a outros gastos (Serviços de Terceiros, Sistema Financeiro, Segurança e Transporte). Desta forma, não é possível identificar quanto o banco investe nessa área.
Mas em 2019, o banco desembolsou R$ 744 milhões com segurança (apenas 2,6% do lucro) e, em 2020, R$ 730 milhões, ou 3,8% do lucro – naquele ano o resultado do banco foi menor por causa da pandemia. Por esta razão, a proporção aumentou. Ou seja, estima-se que o Itaú não desembolse 3% do lucro com segurança.
Em 2022, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa (quatro dos cinco maiores bancos que atuam no país, juntos com o Itaú) desembolsaram R$ 3,3 bilhões em despesas com “Serviços de vigilância e segurança”, o que representa cerca de 4,3% do lucro do período (R$ 75,222 bilhões). Os dados são dos demonstrativos financeiros dos bancos.
Na Campanha Nacional dos Bancários de 2022, os representantes dos trabalhadores apresentaram à Fenaban levantamento que apontou 839 ataques em 2020, dos quais 321 explosões ou arrombamentos de caixas eletrônicos; 439 assaltos ou tentativas; 34 ataques a carro-forte; e 45 saidinhas bancárias. Além de 40 assaltos a correspondentes e 86 a agências dos Correios ou lotéricas. Dentre as ocorrências, foram identificadas seis vítimas fatais.
A pesquisa feita pela Contraf-CUT e confederações dos vigilantes leva em consideração assaltos, saidinhas, explosões de caixas eletrônicos – inclusive os não consumados –, e foi feita com base em notícias na imprensa, dados de secretarias de segurança pública e de sindicatos.
O movimento sindical continuará protestando e cobrando para que as vidas dos trabalhadores e dos clientes do Itaú e dos demais bancos sejam levadas a sério. Os bancos não podem negligenciar a segurança das pessoas enquanto seus lucros aumentam cada vez mais.

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