
Nos nove primeiros meses de 2023, o Banco do Brasil atingiu R$ 26,12 bilhões de lucro líquido ajustado, crescimento de 14% na comparação com o mesmo período de 2022. O retorno sobre o patrimônio líquido (RPSL) ajustado anualizado aumentou 0,7 ponto percentual em 12 meses, chegando em 21,3%. No 3º trimestre, o lucro ajustado ficou em R$ 8,78 bilhões.
Ao final de setembro, o Banco do Brasil tinha 84.712 funcionários, com o fechamento de 1.718 postos de trabalho em 12 meses e de 319 postos em 3 meses. Houve redução de uma agência tradicional e abertura de 2 agências digitais e especializadas, em comparação a setembro de 2022, totalizando 3.171 e 813 agências, respectivamente. Já o total de clientes (correntistas, poupadores e beneficiários do INSS) cresceu 1,23 milhão em 12 meses, alcançando 82,5 milhões.
“Lamentavelmente, o Banco do Brasil segue fechando postos de trabalho, mesmo apresentando alta na lucratividade e no número de clientes. Como banco público, o BB tem o dever de contribuir com a redução do desemprego por meio da abertura de vagas, até para reduzir as metas e a sobrecarga de trabalho, que é patente em muitos departamentos e agências, tendo em vista inclusive o aumento no número de correntistas”, destaca Getúlio Maciel, diretor da Fetec-CUT/SP e membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.
Segundo o banco, o resultado apresentado nos nove primeiros meses de 2023 foi impactado, dentre outros fatores, pelo desempenho da margem financeira bruta (+30,4%), influenciado pelos bons resultados da carteira de crédito e dos títulos e valores mobiliários alocados em tesouraria, e pela elevação de 32,5% no resultado de participações em controladas e coligadas.
A carteira de crédito ampliada do BB cresceu 10% em 12 meses, totalizando R$ 1,066 trilhão em setembro de 2023. A carteira Pessoa Física aumentou 7,9%, totalizando R$ 304,15 bilhões, puxada pelo crédito consignado (+8,9%), que tem o maior peso na sua composição. A carteira Pessoa Jurídica registrou crescimento de 4,7%, totalizando R$ 371,45 bilhões.
Destaque para as operações destinadas a investimento, que cresceram 15,2%, e a capital de giro, que tem o maior peso na carteira PJ e cresceu 2,9% na mesma comparação. O crédito para MPME aumentou 14,2%. Para o Agronegócio, a carteira cresceu 18,9%, totalizando R$ 339,94 bilhões, com destaque para o custeio agropecuário (+18,9%) e o investimento (+37,1%), que são as linhas com maior peso nesta carteira. A carteira destinada ao exterior aumentou 8,9%.
As despesas com PCLD aumentaram 42,8% em 12 meses, totalizando R$ 22,08 bilhões até setembro de 2023, por conta de provisionamento adicional de empresa do segmento large corporate que saiu de risco F para o risco G.
O índice de inadimplência para atrasos superiores a 90 dias ficou em 2,81%, aumento de 0,47 pontos percentuais em relação a setembro de 2022, mas ainda abaixo da inadimplência média do Sistema Financeiro Nacional (3,50%).
As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias aumentaram 5% em 12 meses, alcançando R$ 25,09 bilhões em nove meses. As despesas com pessoal, incluindo o pagamento da PLR, totalizaram R$ 20,30 bilhões, aumento de 7,9% na mesma comparação, refletindo o reajuste salarial firmado na convenção coletiva de trabalho da categoria, em setembro de 2023. Assim, a cobertura das despesas de pessoal pelas receitas secundárias do banco ficou em 123,58% em setembro de 2023, uma redução de 3,44 pontos percentuais em 12 meses.
“Estes números comprovam que o Banco do Brasil tem totais condições de contratar mais bancários. Seguiremos cobrando do governo e nas negociações com o banco a abertura de postos de trabalho a redução das metas e as demais pautas do movimento sindical”, afirma Getúlio Maciel.

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