
Cansada da alta do custo de vida, da inação do governo para combater a pandemia, dos ataques aos direitos trabalhistas e à própria democracia, a população se prepara para se manifestar neste sábado (2 de outubro) contra Bolsonaro. Um amplo arco social e político se mobilizou pelo #ForaBolsonaro.
As centrais sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB, CSP-Conlutas, Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Intersindical Instrumento de Luta e Pública, além de 21 partidos políticos entre eles o PT, PDT, PCdoB, PSB, Solidariedade, Psol, PSTU, Partido Verde, Rede, PRC e PCB participam dos atos. Também estarão presentes organizações sociais como Direitos Já, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Acredito, UNE, Coalização Negra por Direitos e outros movimentos.
Os atos são uma resposta às ofensivas do governo Bolsonaro e seus aliados contra direitos dos trabalhadores e da população. As manifestações se opõem às reformas administrativa e tributária que o governo quer aprovar ainda este ano no Congresso Nacional. Não bastassem a alta dos preços, desemprego, fome e ameaças à democracia, Bolsonaro continua seus ataques e precisa de uma resposta.
Atos em mais de 250 cidades e 16 países são a expressão do repúdio contra Bolsonaro. Cresce a cada dia o movimento, assim como nas redes sociais com a hashtag #2OutForaBolsonaro. É um compromisso de todos porque todos são Fora Bolsonaro!
Em Araraquara, o Sindicato participará do ato que terá início às 10h na Praça Santa Cruz. Dirigentes também participarão de manifestações organizadas na capital paulista.
“Orientamos a todos o uso de máscara - de preferência pff2, álcool em gel e do distanciamento social. É preciso dar um basta nesse desgoverno, o povo não aguenta mais tanta fome, desemprego... Você também pode somar participando pelas redes sociais. Toda forma de mobilização é válida. Juntos somos mais fortes e só a luta nos garante!”, ressalta a secretária geral do Sindicato, Rosângela Lorenzetti.
Confira abaixo algumas das razões pelas quais os bancários gritarão Fora Bolsonaro, nas ruas e redes, neste sábado:
Contra o PL 1043/2019, que pretende acabar com o descanso aos sábados e domingos para bancários
O PL 1043/2019, que autoriza a abertura de agências bancárias aos sábados e domingos, voltou a tramitar no Congresso Nacional. O projeto de lei é de autoria do deputado David Soares (DEM/SP) e teve parecer favorável do relator na Comissão de Defesa dos Consumidores (CDC), o deputado Fabio Ramalho (MDB-MG),
Quando se trata de retirar direitos, tanto a direita bolsonarista quanto a direita que diz ser oposição ao governo se unem. Somos uma das categorias que que mais adoece por conta das metas abusivas. A mudança que precisa ser feita não é no aumento da jornada, mas sim mais contratações e melhores condições de trabalho.
Em defesa dos bancos públicos
Bancos públicos fundamentais para o país como o Banco do Brasil e a Caixa, assim como os direitos e empregos dos bancários destas instituições, estão seriamente ameaçados pela postura ultraliberal e privatista do governo Bolsonaro. Recentemente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que possui um plano para os próximos 10 anos de privatizar Banco do Brasil, Petrobras e todas as demais estatais.
O Sindicato defende os bancos públicos e sua função social enquanto indutores do desenvolvimento, operadores de importantes programas sociais e na oferta de crédito, assim como zela pelos empregos e direitos dos bancários destas instituições.
Por emprego decente
Hoje, o Brasil possui 14,4 milhões de desempregados (1,6 milhão a mais que em junho de 2020); 7,4 milhões de subocupados (1,9 milhão a mais que em junho de 2020), pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais; 5,6 milhões de desalentados (100 mil a mais que em junho de 2020), que desistiram de procurar emprego; e outras 4,6 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos*.
Além disso, da população ocupada, 40,6% dos trabalhadores estão na informalidade. Ou seja, sem qualquer direito.
Ao contrário do governo Bolsonaro - que aposta na precarização total das relações de trabalho, utilizando-se do falso dilema trabalho ou direitos - o Sindicato defende que o país tenha políticas fiscais e de investimentos para a geração de empregos decentes, com os devidos direitos previstos pela CLT.
(* Dados referentes ao final do primeiro semestre de 2021)
Contra a fome
Com Bolsonaro, o Brasil voltou ao mapa da fome da ONU. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada pelo IBGE, 41% da população brasileira, ou 84,9 milhões de pessoas, convivem com fome ou algum grau de insegurança alimentar.
O Sindicato não aceita que no Brasil - terceiro maior produtor de alimentos do mundo e segundo maior exportador - boa parte da população tenha de se alimentar de ossos de boi, farelo de arroz e bandinha de feijão enquanto o agronegócio bate recordes de lucro exportando com o dólar nas alturas, o que é motivo de comemoração para o governo Bolsonaro.
Em defesa da democracia
Bolsonaro já deu inúmeras declarações que mostram seu total desprezo pela democracia, seja enquanto deputado federal, na campanha presidencial e já no exercício do mandato de presidente. Atacou outros poderes, ameaçou opositores, disse que não aceitaria o resultado das eleições caso não seja reeleito.
Enquanto uma entidade quase centenária, que sofreu as mazelas de uma ditadura militar, o Sindicato avalia a postura antidemocrática e autoritária do presidente como inaceitável, incompatível com o cargo que ocupa.
Em memória dos quase 600.000 mortos na pandemia, pela vida e por vacina já!
Desde o início da pandemia, Bolsonaro boicotou as medidas capazes de reduzir o número de contaminações e mortes por Covid-19 como, por exemplo, o distanciamento social, o uso de máscaras e atrasou a compra das vacinas. Além disso, promoveu aglomerações e debochou daqueles que respeitavam as medidas de proteção e até mesmo do número de mortes com a frase “e daí, eu não sou coveiro”.
O Sindicato grita fora Bolsonaro em memória dos quase 600.000 mortos, entre eles bancários, bancárias e companheiros de luta do movimento sindical. Também cobra a devida organização e aceleração da vacinação pelo governo federal, que até o momento se mostrou ineficaz e omisso no combate à pandemia.
Contra a PEC 32 (Reforma Administrativa)
A PEC 32, a chamada Reforma Administrativa, projeto de enorme interesse do governo Bolsonaro, cujo o seu ministro da Economia já afirmou ter colocado uma granada no bolso do servidor público, pode ir para votação em plenário na semana do dia 12 de outubro.
O Sindicato estará nas ruas também para protestar contra o projeto, que ameaça o serviço público, a estabilidade do servidor e abre brechas para a corrupção por meio da ampliação da contratação sem concurso público.
Pela mudança na política de preços da Petrobras
Ao contrário do que alega Bolsonaro, que costuma culpar a alta dos combustíveis, incluído o gás de cozinha, no ICMS praticado pelos estados, as razões da escalada vertiginosa nos preços são outras.
Desde o governo Temer vem sendo adotada a PPI (Preço de Paridade de Importação), política mantida por Bolsonaro, na qual os combustíveis são reajustados pela variação do mercado global, o que favorece apenas os acionistas da Petrobras, encarecendo os combustíveis e todos os produtos que dependem do transporte rodoviário.
O reajuste dos combustíveis deveria se basear nos custos nacionais de produção de derivados de petróleo e não no preço de importação.
Contra o PL 591/21
O Sindicato também estará nas ruas contra o PL 591/21, já aprovado na Câmara e que aguarda apreciação no plenário do Senado.
O projeto abre caminho para a privatização dos Correios, uma empresa que lucrou R$ 12 bilhões em 20 anos, que chega em todos os municípios do país, e que presta importantes serviços à população como a garantia constitucional do serviço postal universal; tarifas mais baratas do que os concorrentes privados; inclusão bancária; vacina e remédios nos postos de saúde; logística das urnas eletrônicas durante as eleições; entrega de livros e materiais didáticos nas escolas públicas de todo o Brasil; logística da entrega de provas do Enem, entre muitos outros.
Contra o PL 1595/21
Outra pauta dos atos do dia 2 é pressionar os parlamentares a não aprovarem o PL 1595/21, que propões alterações na lei antiterrorismo (13.260/2016) que criminalizam movimentos sociais e ameaçam o direito à livre manifestação.

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