
A Caixa comunicou aos empregados que o Grupo de Trabalho Saúde Caixa, criado para discutir propostas de modelos de custeio e de gestão que garantissem a sustentabilidade do plano, foi encerrado na sexta-feira (30). A representação dos empregados discorda da maneira como o banco informou sobre o encerramento do grupo, que não foi consensual.
“A forma como a Caixa comunicou leva à interpretação que todos concordamos com o fim dos trabalhos, e o que aconteceu foi o contrário. Pedimos prorrogação do prazo porque entendemos que deveríamos ampliar o debate e, em conjunto, levar boas propostas aos empregados. Não foi o que aconteceu. A Caixa recusou nosso pedido e deu fim ao grupo oferecendo uma proposta vergonhosa aos beneficiários”, destacou a coordenadora do GT e da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Ela também acrescenta que o grupo não debateu a gestão do plano, que era um dos objetivos do grupo.
A proposta da Caixa aplicou o limitador de 50% para os custos do plano previstos na Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). A medida, que não tem força de lei e não está prevista no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2020/2022, estabelece que a contribuição da empresa não pode exceder a dos empregados. Dessa forma, a gestão Pedro Guimarães tenta economizar sacrificando os empregados da ativa e aposentados, para os quais ela pretende transferir os custos, e assim abre espaço para reduzir as provisões do chamado “benefício pós-emprego”, acelerando a devolução do IHCD para o governo Bolsonaro.
Segundo a nota do banco, “o grupo cumpriu o compromisso com os mais de 280 mil beneficiários do Saúde Caixa em oferecer alternativas de custeio que garantam a sustentabilidade do plano de saúde em curto, médio e longo prazos”.
Leonardo Quadros, presidente da Apcef/SP e integrante do GT, rebateu a afirmação do banco. “Quando a Caixa diz que cumpriu o compromisso do GT, o que parece é que o objetivo do banco era impor aos empregados da ativa e aposentados um modelo de custeio que atendesse somente aos interesses da empresa, já que a proposta apresentada por ela é extremamente onerosa aos usuários do plano”, disse.
Na avaliação da representação dos empregados, outro ponto que não ficou claro na nota divulgada pela Caixa refere-se ao assessoramento técnico, insinuando que foi fornecido pelo banco. “A Caixa não deixou claro que o assessoramento técnico que tivemos foi contratado por nós porque discordamos das projeções realizadas pelo banco. As dificuldades de acesso aos dados, inclusive, atrasaram bastante os trabalhos. O relatório atuarial, por exemplo, que é um documento fundamental para as análises, deveria ter sido fornecido até novembro, e somente foi disponibilizado em março/abril”, lembrou Márcia Krambeck, representante da Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal (Fenacef) no GT.
A proposta apresentada pela representação dos empregados mantém o modelo de custeio atual, com 70% dos custos financiados pela Caixa e 30% pelos empregados. As projeções da consultoria que assessora os representantes dos empregados não apontam a necessidade de reajustes, mesmo considerando a aplicação do teto previsto no Estatuto. Também preserva os princípios de solidariedade, mutualismo, pacto intergeracional e a autogestão por RH.

Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!

Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil

Solidariedade que transforma: bancários de Araraquara e região arrecadam 800 kg de ração em campanha PET, do Sindicato

Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa

Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável

Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi

Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades

Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi

Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias