
Nesta quarta-feira, 28 de junho, o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ é marcado por celebrações. Mas, a data é também uma ocasião para a reafirmação da luta e de reflexão sobre os direitos entre as pessoas em qualquer situação, o respeito à diversidade e o combate a toda forma de discriminação.
A LGBTfobia, também referida como homofobia, é a discriminação, aversão, ódio ou ato de agressão, pela crença preconceituosa de inferioridade das pessoas LGBTQIAP+ em relação à chamada heteronormatividade, ou a forma de pensar que marginaliza os relacionamentos afetivos que não sejam heterossexuais.
"Nesta data, é reforçada a visibilidade das batalhas diárias enfrentadas por essas pessoas para terem respeito na sociedade. É um dia de luta para desconstruir preconceitos e mostrar ao mundo que essa população tem o direito de amar, de trabalhar e de viver em paz, com dignidade. E o Sindicato, como entidade cidadã, se soma ao movimento pela construção de uma sociedade em que as pessoas LGBTQIAP+ possam não somente ter acesso ao trabalho em si, mas que tenham sua existência respeitada", destaca a secretária geral do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, Rosângela Lorenzetti.
A dirigente reforça que para que haja avanços reais, a luta por direitos individuais como à livre expressão e orientação sexual tem que estar articulada com a luta por direitos trabalhistas.
Paralelamente às políticas públicas governamentais de garantia de direitos que estamos reconquistando, temos o começo de uma mudança de olhar da sociedade para caminharmos para um mundo que a orientação sexual não seja fator de classificação do ser humano.
E a atuação sindical tem sido fundamental nessas questões, com a conquista e ampliação de direitos por meio de negociações, incluindo pautas de combate à discriminação, contra a violência e por igualdade de oportunidades e salários.
É crime
A LGBTfobia foi responsável por 273 mortes no Brasil em 2022, segundo Dossiê de Mortes e Violências contra LGBTI+, pesquisa preparada anualmente pelo Observatório de Mortes e Violências LGBTI+. Foram 228 assassinatos, 30 suicídios e 15 óbitos por outras causas.
As entidades ligadas à comunidade LGBTQIAP+ orientam todos a denunciar qualquer crime por discriminação ou agressão contra vulneráveis. Um dos caminhos é o disque 100, do Governo Federal.
Várias organizações também possuem canais de atendimento e orientação a vítimas de toda forma de violência, como o Grupo Gay da Bahia, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT).
Mapa da cidadania
A ABGLT mantém o Mapa da Cidadania, com um conjunto de orientações e informações sobre serviços, ferramentas jurídicas e órgãos de apoio à diversidade sexual e de gênero em todo Brasil. O mapa é organizado, objetivo e fácil de usar: basta acessar o hiperlink deste parágrafo e clicar no nome do estado do qual quer informações.
Rebelião de Stonewall Inn
O Dia do Orgulho LGBTQIA+, em 28 de junho, nasceu num ato de resistência à repressão em 1969, no bairro Greenwich Village, de Nova York, que é marcado pela convivência pacífica de diversidades étnica e sexual. O bar Stonewall Inn, voltado à comunidade LGBTQIA+, passava por uma inspeção policial, na qual 13 pessoas foram detidas.
Quando uma mulher foi agredida e pediu socorro, pessoas que circulavam pela região juntaram-se para defendê-la. A reação popular cresceu, e os policiais tiveram que se refugiar dentro do bar, até a chegada de reforço das forças de segurança.
As manifestações contra a perseguição policial e a discriminação generalizada contra a comunidade LGBTQIAP+ mobilizaram milhares de pessoas, cresceram e seguiram na cidade por cinco dias. O episódio ficou conhecido como Rebelião de Stonewall Inn.

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