
A Revista Exame publicou hoje informação incorreta sobre uma ata do Conselho de Administração do Banco do Brasil que defende o plano de reestruturação do banco, que prevê a demissão de 5 mil funcionários e o fechamento de centenas de agências, postos de atendimento e escritórios. A publicação informou, incorretamente, que a ata foi assinada por todos os membros do conselho e até citou a Conselheira de Administração Representante dos Funcionários do Banco do Brasil (Caref,) Débora Fonseca, representante dos funcionários, como assinante do documento.
Débora nega que tenha participado da reunião que aprovou a ata. Ela é frequentemente afastada de discussões do Conselho de Administração do BB, que alega “conflito de interesse” em sua participação. A representante dos funcionários discorda do seu afastamento de discussões fundamentais para o banco, como a reestruturação. Débora tem divulgado publicamente sua posição contrária ao plano de reestruturação, posição coerente como representante dos funcionários do banco.
Ela tem participado das manifestações contrárias ao plano desde sua divulgação, na semana passada. Nesta quinta-feira (21), por exemplo, foram realizadas manifestações em diversas agências e escritórios do Banco do Brasil de norte a sul do país. Um tuitaço contra a reestruturação, cravou a hashtag #MeuBBvalemais entre os 10 assuntos mais comentados no Twitter. A representante dos funcionários do BB informou que vai pedir esclarecimentos ao Conselho de Administração sobre as falsas informações divulgadas em nome do organismo.
“Repudiamos essa atitude da revista. É mais uma fake news produzida pela imprensa que apoia Paulo Guedes, o ministro que tem defendido a privatização do Banco do Brasil. É estranho como uma ata do Conselho de Administração saia tão rápido na mídia e no site do banco, tornando-se pública em uma velocidade inédita. Mais estranho ainda é constar o nome da representante dos funcionários do BB. Vale lembrar que quem coloca as restrições de participação da conselheira é o próprio banco”, afirmou o coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.
Para o coordenador da CEBB, o banco deveria ser coerente com o que faz, ao impedir o acesso da conselheira nas reuniões e ser coerente também em uma ata que versa sobre uma reestruturação que nem sequer respeitou ritos oficiais da governança corporativa de uma empresa séria. “O banco cometeu um crime de responsabilidade enorme. Se é justo que o mercado reclame, também é justo que a conselheira questione”, disse Fukunaga.
Leia abaixo o manifesto de Débora Fonseca contra a falsa informação divulgada.
Como CAREF manifesto minha indignação com os termos constantes da ata publicada pelo Conselho de Administração (CA), que não espelha minha participação na reunião de 20.01.2021. Esclareço a todos os funcionários que represento no Conselho de Administração (CA) que não participei de qualquer decisão envolvendo o plano de reestruturação do BB.
Nunca tomei parte de decisões sobre o plano de reestruturação, PAQ, PDE ou qualquer tema que diga respeito aos funcionários. Sempre que há algum debate sobre questões relativas aos colegas do banco, há uma reunião à parte, sem a minha presença, porque o banco que alega “conflito de interesses” e impede minha participação. Muitas vezes questionei esse impedimento. O caso da reestruturação é ainda mais grave pois envolve, além da vida dos funcionários, o futuro do banco como instituição pública.
Solicitei esclarecimentos ao CA a respeito da reestruturação, seu impacto nas agências, nos negócios, no planejamento estratégico do banco e na vida dos funcionários. Na reunião do CA do dia 20.01.2021 reiterei o pedido de informações e esclarecimentos sobre onde e quem deliberou as medidas anunciadas. As informações que me disponibilizaram foram as poucas a que todos os funcionários já tiveram acesso. Reafirmo que a reestruturação não foi tratada nem decidida em reunião do CA que tenha tido a minha presença.
Reafirmo meu posicionamento contrário à reestruturação que reduz e compromete o papel do BB como instituição pública e ataca os direitos das funcionárias e funcionários.
Débora Fonseca
Representante dos funcionários no CA BB (Caref)

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