
Sindicalistas de diversos países da América Latina reuniram-se com o objetivo de debater soluções para a plataformização do trabalho. O encontro foi realizado pela UNI Américas Jovem, na última terça-feira (21).
Plataformização do trabalho é o termo que caracteriza a função profissional realizada por meio de empresas-plataforma, como Uber e Ifood. Também pode ser classificado no termo o trabalho realizado remotamente, conhecido como home-office ou teletrabalho.
O excesso da carga de trabalho, a indefinição da carga horária e a dificuldade em manter uma rotina e a precarização do trabalho por meio da inexistência de direitos trabalhistas e previdenciários são exemplos de dificuldades enfrentadas por trabalhadores plataformizados.
A plataformização, sobretudo por meio de aplicativos como Uber e Ifood, estão instituindo uma nova forma de exploração da mão de obra. Nesse modelo, o trabalhador não possui um vínculo empregatício com a empresa e é somente um prestador de serviços. Todos os riscos e responsabilidades característicos da função são transferidos para o empregado que presta o serviço, sem que este tenha a garantia de nenhum direito trabalhista e previdenciário.
Durante o Workshop, Eli Mosquera, do Observatório da Plataformização do Trabalho do Equador, mostrou vários dados sobre esse fenômeno cada vez mais comum, responsável por retirar direitos trabalhistas, e como jovens e mulheres pobres, indígenas e pretas são mais atingidas.
“A participação dos sindicatos em debates como este é importante e necessário para que os representantes dos trabalhadores possam responder a demandas deste tempo e de um mundo do trabalho que está em transformação. E nós precisamos construir propostas que respondam aos ataques dessas mudanças, reforçando sempre nossos princípios e valores como a defesa do emprego decente, da negociação coletiva e da representação sindical”, destacou Lucimara Malaquias, presidenta da UNI Américas Jovem e secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
A UNI Global Union é um sindicato mundial que representa mais de 20 milhões de trabalhadores dos setores de serviços em todo o mundo. A UNI Américas é o braço continental da UNI Global Union.

Banco Mercantil registra lucro recorde no 1º trimestre, mas trabalhadores cobram valorização e melhores condições

Itaú lucra R$ 12,2 bilhões no 1º trimestre, enquanto segue fechando postos de trabalho e agências

Audiência no Senado vai debater escala 6x1 como forma de violência estrutural contra as mulheres

42º Congresso Estadual dos Empregados da Caixa será dia 16 de maio

Prazo para votar nas eleições do Economus termina dia 7 de maio; participe!

Engajamento e mobilização para a Consulta Nacional é fundamental para sucesso da Campanha Nacional da categoria

ContrafCast: Confira entrevista com Meilliane Vilar, advogada da CUT na defesa da lei de igualdade salarial no STF

1º de Maio: Sindicato dos Bancários de Araraquara reafirma nas ruas a luta por direitos, dignidade e valorização da classe trabalhadora

Oxfam: trabalhador levaria 490 anos para igualar salário de CEO bilionário
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias