
Araraquara (SP) tem recorde de atendimentos e confirmações entre os testados para a Covid-19 nas últimas 24 horas, após circulação da variante brasileira do novo coronavírus, detectada inicialmente em Manaus (AM). A situação é grave e a rede de saúde municipal já dá sinais de colapso, com leitos reservados para doença lotados e fila de pacientes aguardando internação.
Para tentar frear uma nova onda da doença, a prefeitura impôs medidas mais restritivas de isolamento (lockdown), com validade de 15 dias, exceto para os considerados serviços essenciais, como é o caso das atividades bancárias.
As agências, ainda que com limite de clientes e horários, permanecem em funcionamento e muitos trabalhadores estão amedrontados com o aumento do risco de contaminação.
Diante da situação e preocupado com a saúde e segurança da categoria, o Sindicato dos Bancários de Araraquara tem cobrado dos bancos a instalação de barreiras de proteção acrílica em todos as áreas onde há atendimento ao público, como estações de trabalho, caixas físicos e eletrônicos.
“A situação em Araraquara é bastante crítica e nosso objetivo é reduzir ao máximo o contato dos trabalhadores e clientes com o vírus, diminuindo os riscos de contaminação. Entramos em contato com a Contraf-CUT, solicitando intermediação com a Fenaban, e também com as Representações de Empregados dos bancos públicos e privados. Desde o início da pandemia estamos tomando todas as providências possíveis para garantir a vida e saúde dos bancários e bancárias, e, diante do cenário atual, ressaltamos às instituições financeiras a importância da agilidade em adotar as medidas solicitadas, afinal a saúde não pode esperar”, explica a secretária geral do Sindicato, Rosangela Silva Lorenzetti.
A entidade também voltou a cobrar a manutenção e ampliação do home office, o reforço de equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como máscaras e álcool gel - que são fundamentais para quem atende ao público e são recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), além do agendamento por telefone para atendimento presencial, que é essencial para evitar aglomerações na porta das agências.
“É preciso se preocupar, de fato, com as pessoas garantindo o atendimento estritamente essencial e sem aglomeração, para isso é fundamental o agendamento e o afastamento dos funcionários de grupo de risco e que coabitam com pessoas do grupo de risco. É fundamental neste momento que os bancos deem uma atenção especial à situação que nosso município enfrenta e colaborem com nossas reivindicações”, reforça Rosangela.
O Sindicato também destaca a importância de os bancários permanecerem vigilantes em relação ao cumprimento dos bancos de todos os protocolos indispensáveis ao combate à doença. As denúncias encaminhadas aos dirigentes estarão sob o mais absoluto sigilo.

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