
Na última quinta-feira (16), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que a corrupção e créditos “mal feitos” causaram R$ 46 bilhões em perdas econômicas para o banco entre 2009 e 2015. Entretanto, Pedro Guimarães não apresentou nenhuma prova para fundamentar sua “denúncia”.
Mais uma vez, Pedro Guimarães utiliza a Caixa com objetivos eleitorais, seus e do governo Bolsonaro. Para isso, sem apresentar provas, suja o nome da Caixa, um banco público para o qual a idoneidade é fundamental. Sabemos muito bem que com acusações infundadas, sobre casos já conhecidos e apurados, fundamentadas apenas em convicções, não se faz justiça. Pelo contrário. Em nome de interesses políticos e eleitorais, gera-se um rastro de destruição e prejuízos para o país.
O movimento sindical questiona ainda se, diante do alegado prejuízo bilionário, Pedro Guimarães formalizou a denúncia ou se a mesma foi submetida aos órgãos de controle da Caixa. Em 2016, somando advertências, suspensões e demissões, ocorreram 669 punições na Caixa. Em 2020, esse número foi de 194 punições.
Os números comprovam que a Caixa possui órgãos de controle atuantes. A responsabilidade inerente ao cargo de presidente da Caixa exige que Pedro Guimarães esclareça que denúncia é essa, se ela foi formalizada ou mesmo submetida aos controles internos do banco. Uma denúncia vazia, sem provas, feita desta forma estridente, só serve a interesses políticos, sujando o nome do banco para isso.
Sobre o número de punições em 2020, as entidades sindicais alertam que existem diversas denúncias de demissões injustificadas. Além das denúncias de demissões injustificadas que chegam aos sindicatos, inúmeras punições são decorrentes de inconformidades em processos, não roubos, motivadas principalmente pela atual gestão da Caixa, baseada em uma cobrança abusiva e desumana por metas.
Ao invés de tentar se promover politicamente com denúncias vazias, Pedro Guimarães deveria trabalhar mais para melhorar as condições de trabalhos dos empregados, respeitando os seus direitos, além de retomar o papel da Caixa enquanto indutora do desenvolvimento e da melhoria da qualidade de vida da população, dois pontos nos quais a sua gestão e o governo Bolsonaro deixam muito a desejar.

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