
"A continuidade das taxas elevadas de desemprego associada à queda da renda real provocada pela aceleração da inflação têm feito com que cada vez mais famílias enfrentem dificuldades para pagar suas dívidas", informa o doutor em economia Emílio Chernavsky.
Realmente os indicadores vêm mostrando uma forte alta no número de famílias que estão endividadas desde o início do governo Bolsonaro.
Os últimos dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Confederação Nacional de Comércio (CNC) em 31 de março, mostra que desde o início do governo Bolsonaro houve um aumento de 17 pontos percentuais no número de famílias endividadas.
Já entre as famílias muito endividadas, o crescimento foi de 5 pontos percentuais. O economista calcula que esses percentuais equivalem a um aumento de 40% no número de famílias nessa situação. E ainda ressalta que o 'buraco' pode ser ainda mais fundo: "O custo da dívida é muito elevado, dado que a grande maioria das famílias possui dívida no cartão de crédito, cuja taxa média está acima dos 350%".
A causa da piora do endividamento e as opções econômicas do governo Bolsonaro
Chernavsky aponta: "O endividamento excessivo é reflexo da estagnação da economia, mas também a realimenta, já que famílias endividadas restringem o consumo e, com isso, a demanda da produção das empresas".
Dessa forma, o economista acedita que não há soluções fáceis para a resolução dessa questão: "A retomada econômica se beneficiaria, portanto, de medidas que reduzam esse endividamento e, especialmente, o custo das dívidas", conclui.

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