
O capital financeiro que gosta de se multiplicar enquanto dorme – ora chamado de Faria Lima, às vezes de Leblon, outras de mercado financeiro mesmo – não gosta de governo, porque quer ser “livre” para mandar na economia. Por isso, o “mercado” insiste que o governo não deve se meter na taxa de juros, muito menos no Banco Central “independente”.
Desse modo, o Brasil ter a maior taxa básica de juros do mundo, de 13,75% ao ano, é uma faca de dois gumes. Um que exige corte de gastos públicos para que o Estado honre os “investidores” em títulos do governo. E outro que inviabiliza os investimentos de que o governo precisa para pôr em prática seus projetos. Por exemplo, em educação, saúde, políticas sociais, infraestrutura, defesa ambiental, ciência, tecnologia e inovação. Em resumo, o mercado e suas vozes na mídia gostam de juros porque ganham dinheiro dormindo. E porque dificultam a vida do governo.
Porém, até a sanha especulativa tem limites e a própria Faria Lima já sopra no ouvido do Banco Central que taxa de juros 130% acima da inflação é perigosa até para o sistema bancário, dados os estragos generalizados na economia. Por isso, o professor Antonio Corrêa de Lacerda, da PUC-SP, em entrevista ao programa Revista Brasil TVT deste fim de semana, alerta que é preciso calibrar a situação. “Porque o mercado não é só Faria Lima. O pipoqueiro também é, pequeno lojista também é. A política monetária, portanto, precisa atender todo mundo”, avisa Lacerda.
Confira a entrevista: Antonio Corrêa da Lacerda e o fim da linha para a taxa de juros

Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo

A nova realidade do endividamento brasileiro

Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres

Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus

Empossados os integrantes do Conselho Fiscal da Cabesp

Funcef fecha primeiro trimestre com desempenho positivo. Planos superam metas

Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos

'Super Injusto': Ninguém entende o Super Caixa, nem a Caixa!

Bradesco amplia lucro no 1º trimestre de 2026 enquanto mantém cortes de empregos e fechamento de agências
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias