
Na quarta-feira (8), o Comitê de Política Monetário (Copom) do Banco Central elevou mais uma vez a taxa básica de juros (Selic) para 9,25% ao ano, o maior patamar em quatro anos. O aumento de 1,5 ponto percentual é a sétima alta seguida da Selic, taxa que serve como base para cálculos de juros no país, como linhas de crédito - empréstimos e financiamentos, por exemplo e que, no início do ano, estava em 2%.
De lá para cá a inflação não parou de subir e a projeção para este ano é de que chegue a 10,18%. Em nota à imprensa, o Copom afirma que a inflação ao consumidor "continua elevada" e que a atividade econômica está evoluindo “moderadamente abaixo da esperada".
“O ciclo de aperto monetário [aumento da Selic] deve avançar significativamente em território contracionista [de alta de juros]. O Comitê irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas [de inflação]”, afirmou o Copom em nota, após a reunião da quarta-feira.
Ainda segundo o Copom, a taxa pode voltar a subir mais 1,5 ponto percentual, chegando a 11%, na próxima reunião a ser realizada no início de fevereiro.
Com a elevação da taxa, também mudam as regras de rendimento de investimentos como a poupança, que agora passa a ser corrigida pela fórmula antiga. O rendimento será fixo de 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial), o que representa 6,7% ao ano, índice bem abaixo da estimativa de inflação para este ano (quase quatro pontos percentuais).
Até o último aumento da Selic, os juros da poupança eram de 0,55% ao mês e 5,43% ao ano. A mudança de fórmula acontece porque desde 2012 vigoram duas regras para os rendimentos.
Se a Selic fica abaixo de 8,5%, o rendimento fica limitado a 70% da taxa. Se for maior, o rendimento passa a ser 0,5% mais a TR, taxa calculada pelo Banco Central.
Na prática, com as regras atuais, se o trabalhador ou trabalhador tem, por exemplo, R$ 100,00 parados na poupança, terá em um mês R$ 100,50. Isso mesmo, cinquenta centavos de rendimento em um mês. Ao final de um ano, calculada a TR, o saldo será próximo de R$ 106,80.
TR - Taxa Referencial
A taxa é calculada pelo Banco Central a partir dos juros das Letras do Tesouro Nacional (LTN), que variam seguindo a taxa Selic.
O índice é usado como indexador para a corrigir a poupança, os empréstimos contratados no Sistema Financeiro da Habitação e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS, que tem inclui juros de 3% na base de cálculo.
Já os empréstimos para a compra da casa própria, a taxa corrige as prestações.

Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa

Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável

Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi

Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades

Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi

Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo

A nova realidade do endividamento brasileiro

Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres

Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias